Simmplicidade na Pregação - J. C. Ryle - Traduzido - Part 2 do livro

J. C. Ryle
Simplicidade na Pregação

Before entering on the subject, I wish to clear the way by making four prefatory remarks. 

1. For one thing, I ask all my readers to remember that to attain simplicity in preaching is of the utmost importance to every minister who wishes to be useful to souls. Unless you are simple in your sermons you will never be understood, and unless you are understood you cannot do good to those who hear you. It was a true saying of Quintilian, "If you do not wish to be understood, you deserve to be neglected." Of course the first object of a minister should be to preach the truth, the whole truth, and nothing but "the truth as it is in Jesus." But the next thing he ought to aim at is, that his sermon may be understood; and it will not be understood by most of his hearers if it is not simple. 

2. The next thing I will say, by way of prefatory remark, is, that to attain simplicity in preaching is by no means an easy matter. No greater mistake can be made than to suppose this. "To make hard things seem hard," to use the substance of a saying of Archbishop Usher's, "is within the reach of all, but to make hard things seem easy and intelligible is a height attained by very few speakers." One of the wisest and best of the Puritans said two hundred years ago, "that the greater part of preachers shoot over the heads of the people." This is true also in 1837! I fear a vast proportion of what we preach is not understood by our hearers any more than if it were Greek. 

When people hear a simple sermon, or read a simple tract, they are apt to say, "How true! how plain! how easy to understand!" and to suppose that any one can write in that style. Allow me to tell my readers that it is an extremely difficult thing to write simple, clear, perspicuous, and forcible English. Look at the sermons of Charles Bradley, of Clapham. A sermon of his reads most beautifully. It is so simple and natural, that anyone feels at once that the meaning is as clear as the sun at noonday. 

Every word is the right word, and every word is in its right place. Yet the labor those sermons cost Mr. Bradley was very great indeed. Those who have read Goldsmith's Vicar of Wakefield attentively, can hardly fail to have noticed the exquisite naturalness, ease, and simplicity of its language. And yet it is known that the pains and trouble and time bestowed upon that work were immense. 

Let the Vicar of Wakefield be compared with Johnson's Rasselas, which was written off in a few days, it is said, under higher pressure—and the difference is at once apparent. In fact, to use very long words, to seem very learned, to make people go away after a sermon saying, "How fine! how clever! how grand!" all this is very easy work. But to write what will strike and stick, to speak or to write that which at once pleases and is understood, and becomes assimilated with a hearer's mind and a thing never forgotten— that, we may depend upon it, is a very difficult thing and a very rare attainment.
J. C. Ryle
Simplisity in Preaching

Antes de entrar no assunto, gostaria de iluminar o caminho fazendo quatro comentários preliminares. 

1. Por um lado, peço a meus leitores que lembrem-se que alcançar a simplicidade na pregação é de suma importância para todo ministro que aspire ser útil para as almas. Jamais o entenderão, a não ser que você seja simples em seus sermões; e a menos que o entendam, você não poderá fazer o bem a seus ouvintes. Como dizia Quintiliano: "Se você não quer que o entendam, não merece ser ouvido". Outra coisa que deveríamos buscar é que nossos sermões sejam inteligíveis; e a maioria de nossos ouvintes não os entenderão se não forem simples. 

2. O que direi a seguir, à guisa de comentário preliminar, é que alcançar a simplicidade não é fácil, absolutamente. Não podemos cometer maior equívoco do que acreditar que é. "Fazer com que as coisas difíceis pareçam difíceis está ao alcance de todos, mas fazer com que as coisas www. projetoryle .com.br 3 difíceis pareçam fáceis e inteligíveis é algo que poucos pregadores conseguem", dizia o arcebispo Usher. Um dos mais sábios e valorosos puritanos disse há 200 anos: "A maior parte dos pregadores dispara suas armas muito acima da cabeça de suas congregações". Isso também acontece em nossa época! Receio que nossos ouvintes não entendam uma grande porção do que pregamos mais do que entendem grego. 


Quando as pessoas escutam um sermão claro e direto, ou leem uma obra do mesmo gênero, podem dizer: "Que clareza! Que fácil é de entender!"; e pensar que qualquer um pode pregar ou escrever nesse estilo. Permitam-me dizer aos meus leitores que é extremamente difícil escrever de modo simples, claro, direto e vigoroso. Considerem os sermões de Charles Bradley3, de Clapham. Podem ser lidos tranquilamente. São simples e naturais. Qualquer um sente de imediato que seu significado está tão claro como o Sol ao meio-dia. 

Cada palavra é a correta e se encontra no lugar adequado. No entanto, a confecção desses sermões demandou um enorme esforço do Sr. Bradley. Aqueles que leram O Vigário de Wakefield, de Goldsmith4, dificilmente deixaram de perceber a maravilhosa naturalidade, fluidez e simplicidade de sua linguagem. E, no entanto, é de domínio público que os esforços, dificuldades e o tempo que levou para essa obra ser terminada foram imensos. 

Comparemos O Vigário de Wakefield com A História de Rasselas de Johnson5 - que foi escrita em poucos dias e sob pressão - e imediatamente perceberemos a diferença entre ambas. De fato, utilizar palavras difíceis para parecer culto e fazer com que as pessoas saiam do sermão exclamando "que inteligente! Que erudito!", é tarefa fácil. Mas escrever algo que impacte e fique marcado na memória, falar ou escrever algo agradável e de fácil compreensão, que seja assimilado pela mente do ouvinte e jamais esquecido, isso, podemos estar certos, é algo muito difícil e uma conquista não muito frequente.

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